Chroma-Skhema

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A Pintura, nas palavras do poeta maranhense Ferreira Gullar, é o Elogio da Cor. É na cor que a pintura se distingue do desenho, Elogio da Forma. Entretanto o limite entre estes dois elementos, cor e forma, vai sendo borrado pelos artistas ao longo das épocas e estilos.

Nos trabalhos aqui apresentados, o traço se insinua na pintura através de logotipos, contornos, letras e elementos gráficos típicos de um desenho ou ilustração. Em outros o lápis funciona mais como pincel, ferramenta essencial do pintor, construindo suaves volumes. Essa combinação de poéticas e técnicas está longe de configurar-se em conflito, ao menos para os artistas Anderson Marinho, Ed Carlos, Evaldo Oliveira, Jean Lima, Mike Sam Chagas e Olímpio Pinheiro.

Com raízes tanto na pintura e desenho clássicos quanto na gramática da Arte Pop, os artistas experimentam de todos os sabores disponíveis no cardápio da Tradição.  Não há um Estilo ou Escola que organize ou classifique as produções, estão todos à mercê das contradições e amalgamas da nossa época.  E se ainda estamos presos ao nosso próprio tempo cronológico, a Arte nos liberta quando através de suas possibilidades reúne conhecimentos, técnicas e materiais que resgatam e tornam presentes artistas separados por décadas e séculos.  Essa redescoberta, dos mestres antigos como Charles Bargue, Vieira de Campos ou Edward Hopper convive com a influência dos retratos de foto-pinturas, jogos de Fliperama e séries de TV.

É a Cor (Chroma) e a Forma (Skhema) aquilo que une, que persiste e enlaça pinturas e desenhos. São estes dois elementos que fundamentam e iluminam a jornada dos artistas que vagam pela pós-modernidade.  Certamente o caminho seria bem mais árduo se não houvesse a sorte da Amizade, terceiro elemento que aglutina e dá suporte aos momentos em que a Arte vem nos cobrar a fatura do incerto oficio de ser artista..

 

Anderson Marinho :Natural de Salvador, Anderson é pintor e Professor Assistente da Escola de Belas Artes/UFBA e doutorando em Artes Visuais. Desenvolve pesquisas sobre os pintores ligados a 2ª metade do Séc. XIX a 1ª metade do século XX. Sua pintura se caracteriza pelo tema de retratos, marinhas e cenas de costumes, em especial de bares e seus frequentadores, além de um resgate de técnicas e materiais das primeiras épocas das academias no Brasil.

Ed Carlos Santana :Natural de Alagoinhas, Ed Carlos é Mestre em Artes Visuais pela EBA/UFBA, e dedica-se a profissão de retratista, com ênfase na técnica do guache cujo domínio pleno tem permitido experimentações variadas, que passeiam pela foto-pintura e o realismo com abordagem típicas da pintura naïf.

Evaldo Oliveira :Natural de Salvador, Evaldo Oliveira é graduado em Desenho e Plástica pela EBA/UFBA e dedica-se as artes desde muito jovem. Atua como professor de pintura e desenho na Academia Gilberto Dias de Arte e na Galeria Espaço Arte – Shopping Barra ambas em Salvador.  Sua poética permeia os segredos dos mestres antigos num contexto de ficção científica. A Robótica e a Física Quântica são assuntos que seus pincéis e lápis abordam com  virtuose.

Jean Lima :Natural de Feira de Santana, Jean Lima é graduado em Desenho e Plástica pela EBA/UFBA e dedica-se as artes desde muito jovem. Atua como professor de artes no ensino fundamental e médio do estado da Bahia.  Sua poética permeia assuntos e temas regionais diversos, porém sob uma perspectiva mais ampla do território em si, o sertão, o povo sertanejo e os costumes, os moradores do mato, os fugidos mas também os moradores do litoral.

Mike Sam Chagas :Natural de Poços de Caldas-MG,  é mestre em Artes Visuais e Professor Assistente de Pintura da Escola de Belas Artes . Atua também como ilustrador participando de diversos Salões e Bienais, além de exposições individuais em Minas Gerais e Bahia. Sua pintura tem como tema central  os aspectos históricos e sócio-culturais dos salões de Fliperama e Diversões Eletrônicas no Brasil.

Olímpio Pinheiro :Natural de Salvador, Olímpio Pinheiro é Mestre em Desenho, Cultura e Interatividade-UEFS. Artista visual e pesquisador, graduado em Artes Plásticas-UFBA, trabalha também como ilustrador e tem artigos publicados, dos quais se destaca o trabalho em que analisa a obra de Juraci Dórea. Sua poética surge do diálogo com a anatomia artística e gêneros variados da pintura, como o retrato e a paisagem. Valoriza muito a cultura da Bahia em algumas de suas obras.